Blog da Redação

21/07/2007

Cauê e o caveirão

                      

A polícia do Rio invadiu a sede da ONG Rede de Comunicação Contra a Violência, apreendeu 60 camisetas de protesto contra o Pan e prendeu as duas pessoas presentes no local no centro da cidade. Vendida a R$ 10, a roupa é parte das manifestações contra os atos violentos nas comunidades populares prévios ao Pan e os gastos excessivos do evento e contratações sem licitação. Depois de assinar um termo em que assumiam terem usado uma marca registrada (o mascote Cauê, mas na versão maligna e segurando um fuzil), os dois foram liberados.

Por UOL Esporte às 12h03

Fidelização de uma rivalidade

 

Primeiro veio o antiamericanismo, com o episódio do "Welcome To The Congo". Na sequência do Pan, surgiu a tiração de sarro dos argentinos com a vitória na Copa América de futebol. Agora é a vez de bater de frente com Cuba, principalmente após o clima de rivalidade pela final do vôlei feminino. O técnico do Brasil, José Roberto Guimarães, também não ajudou. Na entrevista coletiva pós-fiasco, Zé Roberto foi totalmente descortês com um jornalista cubano que pediu para fazer um pergunta para o técnico conterrâneo seu. "Pode perguntar. Aqui é uma democracia", soltou o comandante brasileiro. Fidel Castro deu o troco, escrevendo em sua coluna no jornal oficial "Granma" que "achou que o técnico brasileiro teria um infarte no tie-break" no Maracanãzinho. Vários jornais e sites brasileiros tentam garimpar frases de hostilidade à ilha caribenha, rotulando de "marrentos" os visitantes só porque eles são confiantes e seguros. 

Por UOL Esporte às 10h45

Supersize Pan

 

O técnico cubano do judô e o dirigente norte-americano do boxe mostram que nem só de corpos esculturais se faz um Pan. O treinador Rolando Veitia, comandando a medalha de prata Yurisel Laborde, se destacava durante a final que garantiu o ouro para Edinanci Silva, gritando para sua pupila. Já o cartola dos EUA estava mais concentrado em sua pipoca que nas lutas do ringue do Riocentro.

Por UOL Esporte às 09h51

Pânico aéreo

      

O cavaleiro Rodrigo Pessoa chegou ao Rio só com a roupa do corpo, afinal, suas malas, com equipamento de competição, se extraviaram. Dante, Rodrigão chegaram tarde no primeiro treino do vôlei masculino no Maracanãzinho porque seus vôos atrasaram. Ricardinho, capitão do time, nem apareceu. Parte da equipe de atletismo viajou de ônibus para o Pan para evitar horas em saguões de aeroporto. A crise aérea no Brasil criou essas cenas no Pan-Americano. Mas também proibiu uma cena comum no Rio: o vôo de asa-delta na paisagem carioca. Alegando razões de segurança, está proibida a prática na cidade. Os praticantes já entraram com liminar contra a medida, mas, se depender da rapidez da Justiça, a decisão sai só semana que vem, quando os Jogos já estiverem terminados. Por enquanto, as pipas são o único objeto voador no céu carioca, fora a aviação civil e os helicópteros que policiam os locais de competição.

Por UOL Esporte às 09h10

20/07/2007

Amizade entre Brasil e Cuba no vôlei

Depois da eletrizante final entre Brasil e Cuba no vôlei, os dois países vão se enfrentar novamente em uma decisão, desta vez no vôlei de praia. E a histórica rivalidade entre as jogadoras se restringe à quadra. Na praia, as duplas dos dois países refutam qualquer tipo de problema.

"Não pensamos em revanche pela derrota da seleção porque a rivalidade com Cuba é na quadra, não na praia. As nossas principais adversárias são as duplas da China e dos Estados Unidos", disse a brasileira Juliana, bicampeã mundial.

O lado cubano também ergue a bandeira da paz. Após garantir vaga na final, Tamara Larrea passeou pela Arena de Copacabana trajando uma canga com a bandeira do Brasil. "Comprei há um ano, adoro", conta ela. Extremamente simpática, a cubana passou mais de dez minutos tirando fotos e dando autógrafos para os voluntários que trabalham na arena.

Por UOL Esporte às 18h35

Timão no Pan

No Parque São Jorge, um é o segurança que controla o carnê dos sócios e encara os baderneiros uniformizados. O outro é o juvenil que se apresenta como promessa alvi-negra. Mas no Pan eles são dois atletas atrás do ouro continental. O boxeador Washington Silva, há dez anos funcionário do Corinthians, adora bater papo na Vila Pan-Americana com Lulinha, astro da seleção de futebol sub-17. "Vi esse cara crescer como jogador. Sou fã dele", diz o pugilista. 

Por UOL Esporte às 11h41

Maior derrotado do Pan: o torcedor

                       

Nova liminar movida pelos organizadores dos Jogos do Rio, e os torcedores não podem mais entrar com comida nas instalações esportivas. A defesa das lanchonetes oficiais (Bob´s e Tutta L´Ora) é tanta que até um jovem casal não pôde entrar com um pote de papinha industrializada para seu bebê, barrada por segurança no Riocentro. Outra arbitrariedade é proibir a entrada de guarda-chuvas, classificados como "objeto perigoso", principalmente em dias nublados e em locais sem cobertura para a torcida. 

Por UOL Esporte às 11h32

Luta pela prata no levantamento de microfone

 

O ouro no levantamento de microfone vai, sem dúvida, para o canal Capital, da Colômbia (veja post abaixo). Mas a luta pela medalha de prata está acirrada entre as rádios hispânicas. Da esquerda para a direita; a rádio Monumental, da Costa Rica (o nome corresponde ao microfone monumental também); a estação V, da Venezuela; e a Acir, do México. Haja pulso para esses jornalistas segurarem seus chamativos instrumentos de trabalho.

Por UOL Esporte às 11h02

Bloco do eu sozinho

      

Perdido, o único jornalista do pequeno país caribenho de Santa Lucia desabou na sala do UOL no Riocentro pedindo ajuda porque estava com problemas no microfone da rádio e TV para as quais trabalha. Muito simpático e completamente alheio à adrenalina que está sendo a cobertura dos jogos, mostrou o site da empresa (http://www.htsstlucia.com), a última cobertura que fizeram (a escolha da "Miss Carnaval") e pediu a impressão da notícia de um assassinato que havia ocorrido na noite anterior na ilha dele. Em um inglês macarrônico, já que a língua dele é o francês creole, disse que veio cobrir os atletas do país (são cinco, 2 homens e 2 mulheres no atletismo, e uma mulher na natação). "Trabalhei pela primeira vez no Pan nesta quinta, atrás da nossa nadadora. Vai ser ouro", brincou. Resolvido o problema dele, retribuiu com um mimo pra lá de animador nestes duros tempos de cobertura Pan 24 hs: um autêntico rum caribenho.

Por UOL Esporte às 08h48

A fera e a bela

     

O vôlei de praia nos Jogos Pan-Americanos do Rio de Janeiro tem o seu monstro. Trata-se do canadense Jason Kruger. Não, ele não está entre os melhores do mundo (o seu principal resultado na temporada foi um 17° lugar em uma etapa do Circuito Mundial), mas é quase homônimo de dois dos maiores vilões da história do cinema, Jason Voorheers (de “Sexta-Feira 13”) e Freddy Krueger (de “A Hora do Pesadelo”). Para a sorte da torcida, ele não joga com uma máscara de hóquei ou com uma luva de garras na mão como os seus homônimos do cinema. Em compensação, a torcida brasileira tem um colírio. Com um biquíni comprado no Rio de Janeiro, as porto-riquenhas Ania Ruiz Negron/Yamileska Yantin têm levado os marmanjos ao delírio.

Por UOL Esporte às 23h31

Tira, tira, tira!

                                

Sempre pacato, o paraibano Kaio Márcio saiu desacreditado das eliminatórias dos 200 m borboleta nesta quinta-feira, prova em que fez o quarto melhor tempo. O nadador, que já compete sem óculos porque cansou de perdê-los na hora de saltar para nadar ou nas viradas, viveu um novo capítulo da mesma novela. Dessa vez, foi a touca de Kaio que estalou de sua cabeça, e voou longe quando o brasileiro fazia a virada para a última passagem de 50 m. "Antes eram os óculos, agora a touca. Os óculos ficavam tortos no rosto e eu não conseguia ver nada, quando não caíam de vez. Meu cabelo é curtinho, então a touca não fez falta, mas foi o suficiente para me desconcentrar", reclamou Kaio. Depois dos óculos, da touca, resta saber o que Kaio Márcio deixará no meio do caminho em suas provas...

Por UOL Esporte às 23h26

As esquisitices de Cielo

                      

Quem acompanhou César Cielo no Mundial de Melbourne lembra da cena do brasileiro cuspindo água da piscina antes da prova. Para o nadador, a cusparada é essencial. "Quando eu coloco água na boca e cuspo com força dá uma sensação muito boa, de sentir a água", tentou explicar Cielo. Alguém se convenceu? Não satisfeito, Cielo também costuma se estapear antes de saltar n´água. "Uma vez, vi uma entrevista com um atleta de levantamento de peso que dizia que, antes de erguer a barra, se estapeava para dar motivação. Aí eu passei a adaptar ao repertório, para me ajudar a nadar mais rápido também", justificou o nadador, que saiu com marcas vermelhas da piscina após a sessão de auto-flagelação.

Por UOL Esporte às 23h17

19/07/2007

Shhhhhhh, silêncio

   

A final emocionante entre Cuba e Brasil no vôlei feminino transformou o centro de imprensa em uma verdadeira arquibancada. No fundo da foto, os voluntários gritavam "yes" a cada ponto das brasileiras. Em primeiro plano, os jornalistas da ilha, devidamente padronizados com o uniforme cubano da Adidas, respondiam gritando "tome" a cada reação das visitantes. Já aos jornalistas dos outros 40 países representados no Pan restou trabalhar com tanto barulho ou pedir silêncio a cada erupção da rivalidade. O ambiente só sossegou ao final, com palmas gerais, e todo mundo voltando para seus computadores. 

Por UOL Esporte às 17h00

O direito de ir e vir das bolachas

                                 

Acabou a festa para os seguranças do Pan, que aproveitavam que era proibido entrar com comida nas instalações esportivas para se alimentar com os pacotes de bolachas barrados. "Posso pegar na volta?", perguntou a torcedora que teve de abandonar seu biscoito de chocolate e a corneta na porta do Riocentro (acima fotografados). "A corneta sim, mas o resto é nosso lanche", decretou o funcionário da organização. Uma decisão judicial em primeira instância libera a partir de hoje a entrada de alimentos, o que contraria a intenção do comitê organizador de que se consuma dos careiros postos do Bob´s (os preços são até 30% mais altos que nas lojas dos shoppings) e da loja de conveniência Tutta L´Ora, que cobra R$ 4 por um copo de água.

Por UOL Esporte às 11h05

Quebra pau no remo





O tempo fechou durante a premiação da prova do "oito com" no remo. Enquanto repórter Ivan Moré, da Rede Globo, falava sobre a medalha conquistada pelo time brasileiro, um funcionário da ISB, empresa responsável pela geração de imagens do Pan, entrou na frente da câmera da TV carioca. Os dois discutiram, xingaram-se e trocaram agressões. A Força Nacional interveio com truculência e um dos seus membros tirou, com uma chave de braço, o repórter da área. Tanto Moré quanto Paulo Roberto, que trabalha na produção técnica da ISB, foram levados para o 14º DP. Ademar Casanova, capitão da Força Nacional e responsável pela segurança, não acha que houve uso de força desproporcional. Segundo ele, havia um conflito e, então, o uso de força foi na medida certa.

Por UOL Esporte às 10h59

Quem fala o que quer...

Depois de César Maia, o ministro dos Esportes, Orlando Silva Jr, tentou fazer as vezes de "auditor" do Pan. Sua primeira abordagem, entretanto, não teve um resultado muito positivo. Ao cair de pára-quedas na cerimônia de premiação das provas de natação, no Parque Maria Lenk, o ministro teve a infeliz idéia de perguntar sobre os bastidores do evento esportivo.

"E aí, como está a organização?", perguntou Silva Jr aos jornalistas que se amontoavam na improvisada zona mista. Com as respostas pouco animadoras, revoltou-se. "Ah, não acho que está tão ruim assim, não", argumentou. "Vocês reclamam demais." Na seqüência, o ministro aproveitou os microfones e tentou emendar um discurso conciliador.

"No primeiro dia, tivemos muitos problemas, mas todos ligados ao transporte. Mudamos o centro de gerenciamento, e agora está tudo resolvido", disse o ministro. Interrompido por uma avalanche de críticas, ele aproveitou a deixa e puxou o braço de um voluntário para escapar dali, e seguiu para a entrega de medalhas. 

Por UOL Esporte às 07h36

O filho do comandante

  

Ele está mais preocupado com os ossos e tendões dos arremessadores e rebatedores cubanos no campo lamacento do Pan. Mas é melhor ele também dar um telefonema para o pai em Havana e lembrá-lo que não pode esquecer de tomar seus remédios. Afinal, Fidel Castro escreveu no jornal oficial Granma que está pulando as refeições e medicações de tão vidrado que está com o Pan, que ainda tem uma final emocionante entre EUA e Cuba no beisebol. Antonio Carlos Castro Del Soto Valle é um dos sete filhos do líder cubano convalescente. Desde o Pan de Winnipeg-1999 é o ortopedista da seleção nacional. Ao contrário do genitor, é homem de poucas palavras. As mais importantes que pronunciou no Rio é que "o pior já passou" quanto ao estado de saúde de seu pai. Mas ele não está sozinho no hall de parentes de poderosos presentes nos Jogos do Rio. George Prescott Bush, sobrinho do mandatário norte-americano, esteve presente na cerimônia de abertura do Pan-Americano.

Por UOL Esporte às 07h30

Os nova-iorquinos da Barra

   

Nem só de antiamericanismo vive o Pan (vide o episódio do "Welcome To The Congo"). A platéia do beisebol dos Jogos parecia que estava acompanhando uma partida do New York Yankees, tal eram comuns os bonés e camisas do time profissional. Nada mais natural, afinal, as disputas do esporte dos bastões acontecem perto da Barra da Tijuca, a região carioca mais americanizada, com direito até a uma réplica da estátua da Liberdade. Muitos torcedores também levaram as enormes luvas do esporte, mas estas tinham uma função: pegar as dúzias de bolinhas que miravam o público, que assistia sem o devido alambrado de proteção. Vários fanáticos saíram com manchas roxas pelas boladas. Uma jornalista cubana quase teve a tela seu computador estilhaçada. Já outros adoraram correr atrás dos bólidos. Afinal, gostos são gostos.   

  

Por UOL Esporte às 07h08

18/07/2007

Pan do Brasil?

Uma grande rede de TV brasileira tenta vender os Jogos Pan-Americanos do Rio de Janeiro como o "Pan do Brasil". Mas o recado não foi dado para os organizadores. Quer um exemplo? Nesta quarta-feira, durante a partida entre Brasil e Cuba no pólo aquático, o sistema de som do Parque Aquático Julio Delamare tocou trechos dos hinos de quatro equipes, todas elas do Rio: Flamengo (que foi o mais aplaudido), Fluminense (o com menor manifestação), Botafogo e Vasco. Ninguém reclamou a ausência de times de outras cidades.

Por UOL Esporte às 19h46

Torre de Babel

As coletivas de imprensa após as competições no Pan do Rio de Janeiro estão cada vez mais confusas. Não existe um padrão. Em alguns eventos é feita a tradução para o espanhol e para o inglês. Em outros, os jornalistas precisam se virar para entender a língua estrangeira.

 

Assim, não fica difícil encontrar certas gafes. No bate-papo após a final da prova de espada individual feminina da esgrima, por exemplo, cada pergunta ou resposta era traduzida para o inglês e o espanhol, apesar de a maioria do público ser composta de brasileiros. Até mesmo a própria tradutora se confundiu, querendo fazer a tradução em espanhol de uma pergunta feita no mesmo idioma.

 

No vôlei de praia, a brasileira Larissa brincou com o assunto. Após uma resposta da dupla porto-riquenha Yantin e Ruiz, a campeã mundial pegou o microfone, se antecipou à tradutora, e disse em português tudo aquilo que a jogadora rival havia falado em espanhol.

Por UOL Esporte às 09h59

Fim do mistério da desinformação

Um dos maiores mistérios do Complexo do Riocentro foi revelado. A dificuldade em se descobrir onde acontecem as competições de cada um dos cinco pavilhões, além das seções de serviços, alimentação, banheiros, se deve à pouca quantidade de placas de informação. Atrás do pavilhão 4B, onde foi realizada a disputa final do taekwondo, mais 16 placas amarelas com indicações estão devidamente empilhadas e envoltas em plástico bolha.

Como é de praxe entre os voluntários que trabalham ali, ninguém da organização soube dizer o motivo das placas não terem sido distribuídas pelo Complexo. Vai ver, acharam mais divertido cada um gastar as solas para descobrir sozinho. 

Por UOL Esporte às 08h48

O desertor e os médiuns

O jornalismo reserva horas do mais profundo tédio. Era assim naquela tarde de domingo na Vila do Pan, dias antes do  Pan começar. A roda de repórteres puxava papo para as horas passarem quando passa por eles um mulato cubano passeando pelas lojas de lá. "Acho que ele vai desertar", brinca um escriba. "Vamos fazer um bolão se vai o não?", "que tal uma vaquinha para ele sair mesmo?", "vamos perguntar se ele quer desertar?" são as provocações seguintes, seguidas de gargalhadas. O cubano dá razão para o clima, afinal, sai do campo de visão e vai em direção da saída do local. Mas ele volta. Arredio, responde com monossílabos: "Sou Rafael...jogo handebol...19 anos...vamos jogar duro..." Cinco dias depois Rafael Capote deixou o alojamento dos atletas do Pan, pegou um táxi até São Paulo (custou R$ 500) e já tem um clube em São Caetano do Sul. Ele se transforma no primeiro desertor deste Pan, o que é uma rotina no evento esportivo desde os anos 70. Se há jornalismo mediúnico, essa "visão paranormal" é um indício de sua existência. Nesta quarta, boatos de mais dois sumiços cubanos circulam pelos bastidores. Não difícil imaginar que mais deserções acontecerão. Agora, acertar quem vai abandonar as filas de Fidel Castro, isso é para poucos. 

Por UOL Esporte às 08h39

Medalha de ouro em levantamento de microfone

  

As TVs e rádios hispânicas disputam uma prova particular dentro do Pan: o maior e mais chamativo microfone. Mas o ouro vai, sem dúvida, para o canal colombiano Capital. O conjunto, com um cubo (que parece uma caixa de presente) e a espuma (que lembra uma bola de sorvete de morango), é do tamanho da cabeça de seu repórter, Carlos Guzmán (acima à esquerda). "O cara que inventou esse microfone é um burro. Pesa como um tijolo", se revolta o jornalista que tem de segurar seu instrumento de trabalho com apenas três dedos, afinal, o espaço que sobra é pequeno. O curioso é que Guzmán não sai do pavilhão do levantamento de peso, onde a Colômbia reina. Pelo menos, Guzmán pode identificar com os halterofilistas de seu país, como Ubaldina Valoyes (ao centro), que bateu o recorde pan-americano duas vezes na categoria acima de 75 kg.

Por UOL Esporte às 08h20

17/07/2007

Torcida precavida

A torcida que apoiou Natália Falavigna e Leonardo Santos nas disputas do taekwondo nesta terça-feira fez muito barulho e muita festa. E uma das brincadeiras mais animadas foi usar preservativos que estavam sendo distribuídos na porta como bexigas, que eram jogadas de um lado para o outro do ginásio no Complexo do Riocentro.

Por UOL Esporte às 18h53

O "Mão Santa", as vaias e a ginástica

Logo acima da tribuna da imprensa, um torcedor na Arena Multiuso do Rio vaiava insistentemente todo ginasta que fosse concorrer com um brasileiro. Já seria um gesto descortês para qualquer espectador. Mas tinha um agravante: o agitador era o ex-jogador de basquete Oscar Schmidt.

Depois da apresentação de Diego Hypólito na final de solo, o "Mão Santa" passou a vaiar os demais atletas com a esperança de atrapalhá-los. Quando o chileno Enrique González Sepulveda subiu ao tablado, o maior cestinha do basquete brasileiro gritou: "Vai cair, Chile, vai cair".

Parte do público também adotou esse comportamento na primeira metade das apresentações, especialmente contra as norte-americanas, seguindo um padrão desde a abertura da modalidade no Pan, no sábado. Erros dos adversários eram comemorados.

A ginasta Laís Souza reprovou a iniciativa dessa fração do público. "A torcida foi muito importante para nós e nos deu energia. Mas só não gostei dessa parte da vaia, acho que na ginástica não pode existir isso", afirmou.

Ao saber que um ex-atleta estava entre os que hostilizavam as adversárias, a ginasta se mostrou surpresa. "A ginástica não é um jogo, como futebol, vôlei ou basquete. Cada uma compete de uma vez, mas você não pode torcer contra. Com certeza isso um dia pode voltar contra você."

A norte-americana Shawn Johnson, dona de três medalhas de ouro na competição, foi diplomática ao avaliar a constante vaia que recebeu. "É natural que a torcida queira defender seu país. Mas achamos que conseguimos conquistar alguns deles. No final, vai tudo bem."

Por UOL Esporte às 17h04

Tequen o quê?

Tequondô, Tequendô, Taeqüendô, Taequendô e Teqüendô. Com a medalha de ouro do brasileiro Diogo Silva e a prata de Natália Falavigna, o esporte tem adquirido uma boa visibilidade. Os locutores da imprensa, por sua vez, têm se atrapalhado para falar o nome modalidade que se chama Taekwondo e se pronuncia "Taequondô". O nome, que tem origem no idioma coreano, também pode ser escrito da forma separada, ou seja, tae kwon-do.

E não foi escolhido aleatoreamente, tem um motivo: "tae" significa "pé", "kwon" significa "mão" e "do" significa "caminho". O resumo da ópera é que o esporte seria o "caminho dos pés e das mãos". Mas por enquanto com toda essa bagunça nos nomes, os locutores tem pegado um atalho, ou o caminho das pedras.

Por UOL Esporte às 15h53

Força na peruca

As meninas da foto acima têm uma missão importante no Pan do Rio de Janeiro: entreter o público no intervalo entre os jogos do vôlei de praia na Arena de Copacabana. Muitas vezes, a apresentação do grupo é mais aplaudida que os jogos que acontecem na areia. E a qualidade também é boa, ainda mais se o jogo na seqüência for sofrível, com duplas sem tradição de países como Nicarágua e Equador.

Por UOL Esporte às 12h17

O Maracanã faz cada coisa

O público na festa de abertura do Pan não aprontou só na vaia endereçada para o presidente Lula. Outra traquinagem aconteceu durante o discurso do presidente da Odepa (entidade responsável pelos Jogos), o mexicano Mario Vasquez Raña. No começo da fala, Raña disse "Hoy..." e fez uma pausa cerimonial. As arquibancadas acharam que a autoridade estava querendo ser informal e se arriscar na língua portuguesa. Um coro de 60 mil vozes respondeu "Oi". Na frase seguinte do mexicano, novamente falou "hoy" e novo intervalo. Outra vez, o Maraca respondeu um "oi" para o visitante. Veja vídeo abaixo e repare como a tradutora da TV não resiste e dá risada com o fato. Nota de esclarecimento quase óbvia: "hoy" em espanhol quer dizer "hoje".

     

Por UOL Esporte às 08h19

Gafes geográficas

O Caribe tem pregado as maiores peças para os locutores e jornalistas neste Pan. A começar pelo mais visado de todos: o global Galvão Bueno. Na cerimônia de abertura, ele disparou durante o desfile das delegações: "E aí vem a delegação de Antígua e Bermudas." O repórter Marcos Uchôa corrigiu o colega: "É Barbados." Galvão não entendeu a dica e seguiu o erro: "Barbados, perdão. Então... aí os atletas de Antígua e Bermudas." Só para o conhecimento geral: o país caribenho se chama Antígua e Barbuda (clique aqui para ter mais informações sobre o país).

Já um site de Internet saudou a estréia da seleção jamaicana de futebol feminino com a seguinte frase: "Seleção africana larga bem." Só lembrando: só países da América jogam os Jogos Pan-Americanos. Outro repórter perguntou para um dirigente se o levantador cubano tinha batido o recorde sul-americano. Sei que a ilha de Fidel Castro está cada vez mais próxima da Venezuela de Hugo Chávez, mas nem tanto assim. Pelo menos o Pan está servindo como aula de reforço em geografia.

 

Por UOL Esporte às 07h59

16/07/2007

Quem é Fernando Pacheco? E Renato Rui?

Apesar do Pan ser no Rio de Janeiro, o locutor dos jogos de handebol masculino não está familiarizado com a seleção brasileira. Como normalmente acontece no exterior, os brasileiros são chamados pelos nomes completos, e não pelos apelidos. O resultado é de uma formalidade desconcentrante: "Gol de Fernando Pacheco", anuncia o locutor, para o feito de Zeba. "Renato Rui faz gol para o Brasil", diz, sobre Tupan. Menta voltou a ser Carlos Ertel. O mesmo acontece nos jogos do feminino, quando Pará é chamada como "Aline Rosas". Os locutores até receberam bem a sugestão da reportagem UOL Esporte, de chamar os atletas como são conhecidos no país, mas, segundo eles, a determinação do comitê organizador dos Jogos manda seguir um protocolo que é cheio de formalidades.
Sendo assim, vai, Fernando Pacheco! Força, Carlos Ertel!

Por UOL Esporte às 15h42

Por amor

 

Donos de três postos de gasolina do Rio de Janeiro aproveitaram a comparação do Brasil ao Congo feita pelo gerente de imprensa norte-americana, Kevin Neuendorf, para homenagear o país africano. “Nós amamos o Congo e todas as nações amigas. Bem Vindos ao Rio” , dizia em inglês, a faixa pendurada. De acordo com a agência de notícias EFE, os funcionários do posto também distribuíram pequenos panfletos com os mesmos dizeres. Mais de três mil foram distribuídos e oito mil estão sendo fabricados. E viva o Congo!

Por UOL Esporte às 14h27

Daniel Alves, o outro

"Quem fizesse um gol para o Brasil escreveria seu nome na história do esporte." A frase é de Daniel Alves, mas não aquele que marcou o terceiro tento sobre os argentinos na decisão da Copa América de futebol. Quem falou foi o homônimo do boleiro que joga na seleção brasileira de hóquei na grama, que fez sua estréia levando uma surra de 19 a 0 justamente dos rivais e vizinhos. A torcida no subúrbio carioca de Deodoro bem que tentou desestabilizar os rivais, gritando "Ayala, Ayala", mas nada de um gol contra do tipo que o zagueiro proporcionou para o Brasil na Venezuela neste domingo. No dia anterior, as "leonas" argentinas meteram um 21 a 0 nas brasileiras. Só para se ter uma idéia das lavadas argentinas sobre o Brasil, confiram alguns outros placares do Pan: Cuba 3x1 Canadá, Chile 6x0 Uruguai, EUA 5x1 Antilhas Holandesas...

Por UOL Esporte às 13h34

Pan Fashion Week

      

Estilo rústico, texturas industriais, cortes geométricos, tecidos duros, cores fortes e descombinantes. Estas não são as tendências para a moda deste inverno. Na verdade, são as regras de vestimenta dos competidores de carabina de ar (distância de 10 metros), prova do tiro esportivo. A jaqueta e a calça são feitas de lona e couro para dar mais firmeza na hora do disparo. Além disso, o atleta usa uma macacão interno feito de kevlar, tecido desenvolvido pela Nasa. Como a arma pesa 5 quilos e as provas duram até 40 minutos, o competidor precisa do máximo de conforto e estabilidade, afinal, essa prova é a exige mais precisão de todas (o centro do alvo tem apenas 1 milímetro).  

      

Como a alta costura, as roupas dos "carabineiros" custam caro, são feitas sob medida e têm grifes. Importada da Alemanha ou Finlândia, a vestimenta chega a custa US$ 2.000. O praticante tem viajar até a "maison" do fabricante, que, como um alfaiate, faz todas as medidas. "É possível mandar os dados pela Internet, mas nunca é tão preciso", garante Aliseu Faria, brasileiro que ficou em quinto lugar na prova realizada no Pan, no Complexo de Deodoro. Além do curioso nível visual, a prova teve bom nível esportivo, com os norte-americanos Jason Parker e Matt Rawlings ficando nos primeiros lugares e batendo o recorde pan-americano. 

     

Por UOL Esporte às 10h04

O slogan que virou canção de protesto

A canção-tema do Pan, "Viva essa energia" (de Arnaldo Antunes), já mudou de função. Com os seguidos blecautes nas instalações do Pan, a música é usada para ironizar a situação ou quando a luz elétrica volta a iluminar os locais. No hóquei na grama feminino, a entrevista coletiva após a goleada de 21 a 0 da Argentina sobre o Brasil aconteceu à meia-luz e sem ar-condicionado. A porta da sala teve de ficar aberta para garantir um pouco de luminosidade. E os jornalista tiveram que confiar nas baterias de seus computadores para conseguir trabalhar. Mesmo problema atrasou uma competição de ginástica artística. Já a empresa suíça Tissot, responsável pela cronometragem da competição, já notificou o Co-Rio e a Odepa (instituições responsáveis pelos Jogos) que não vai se responsabilizar por uma eventual falha porque não há infra-estrutura básica no Pan para garantir um ser 100% em seu serviço. 

Por UOL Esporte às 09h47

Um brinde a Pablo García

Campeã da Copa América com a bela e convincente vitória sobre a arqui-rival Argentina, com um inesquecível placar de 3 a 0, a seleção brasileira teve seu sucesso na competição por um fio na semifinal. Depois do empate por 2 a 2 com o Uruguai, a equipe de Dunga sofreu na disputa por pênaltis, quando os adversários chegaram a ficar a apenas um gol da classificação.

 

A consagração final de Robinho, Júlio Baptista e companhia só pôde acontecer no último domingo porque, quatro dias antes, o volante Pablo García (foto) acertou a trave esquerda do goleiro Doni justo na penalidade que levaria o Uruguai à decisão.

 

Mais adiante na mesma decisão por pênaltis, os uruguaios acabaram perdendo outra cobrança, com Diego Lugano, e assim abriram caminho para o Brasil ir à final. Por isso, este blog rende uma justa nota para o rodapé da posteridade para Pablo García.

Por UOL Esporte às 03h18

15/07/2007

Enquanto isso...

Enquanto o Brasil entrava em quadra para enfrentar a Rússia na decisão da Liga Mundial masculina de vôlei, o jogador que mais vestiu a camisa da equipe estava a milhares de quilômetros de distância. O levantador Maurício, duas vezes campeão olímpico, participou de um evento promocional justamente no horário do jogo entre Brasil e Rússia. Organizado pelo patrocinador do revezamento da tocha pan-americana, o evento aconteceu no Complexo do Riocentro, onde são disputados o handebol, o levantamento de peso, o taekwondo e a esgrima, entre outros esportes. E quem participou pôde tirar uma foto ao lado de Maurício e da tocha do Pan, além de conseguir autógrafos do ex-jogador.

Por UOL Esporte às 15h05

Sem Maradona

Principal torcedor do esporte argentino nos últimos anos, com direito até a visita a Moscou para decisão da Copa Davis de tênis no ano passado, Diego Maradona não se fez presente neste domingo para a final da Copa América contra o Brasil em Maracaibo, na Venezuela.

 

No entanto, como sempre acontece, o maior ídolo do futebol argentino não deixou de ser lembrado pelos torcedores de seu país nas arquibancadas do estádio Pachencho Romero, em um tipo de manifestação rara na relação entre fãs brasileiros e Pelé.

Por UOL Esporte às 14h57

E o chefão apareceu

O presidente da Confederação Brasileira de Futebol, Ricardo Teixeira, chegou esta manhã a Maracaibo para acompanhar a final da Copa América da Venezuela entre Brasil e Argentina. Essa é a primeira vez na competição que o mandatário do futebol brasileiro dá as caras. Na primeira fase, nas quartas-de-final e na semifinal, a delegação verde-amarela não havia contado com a presença de Teixeira, que por ser candidato único será reeleito presidente da CBF nesta segunda-feira.

Por UOL Esporte às 13h14

Turma dos 'sem cadeira'

Ainda faltam cinco horas para a decisão da Copa América entre Brasil e Argentina, mas alguns "penetras" já estão na área reservada à imprensa. O local tem cadeiras e bancadas numeradas para as rádios, jornais, revistas e sites. Só que nem todos os jornalistas conseguiram uma posição, já que a prioridade é para brasileiros, argentinos e venezuelanos. Assim, os "sem cadeira" ficam sentados na de alguém torcendo para que o dono não apareça. Na maioria das vezes, eles se dão mal e têm que ficar em pé, atrapalhando os demais que estão trabalhando.

Por UOL Esporte às 13h03

Brasil x Argentina por R$ 1.000,00

 

Partida mais esperada da edição 2007 da Copa América, o confronto da final entre Brasil e Argentina deve fazer o estádio José Encarnación Pachencho Romero (foto), em Maracaibo, ter lotação máxima na tarde deste domingo. No entanto, ainda existem ingressos circulando pelas imediações da praça esportiva, nas mãos dos sempre presentes cambistas.

 

Nos guichês do estádio, os ingressos custaram 17 mil bolivares, moeda venezuelana, cerca de R$ 8,00. Mas, nas mãos dos cambistas, a entrada para o 'Superclássico' sul-americano pode chegar a 2.200.000 bolivares, valor superior a R$ 1.000,00, no câmbio oficial.

 

No sábado, na véspera da final, moradores de Maracaibo realizaram um protesto na frente do estádio que recebe a partida entre brasileiros e argentinos, reclamando da dificuldade de comprar ingressos. Os locais acusaram a organização da competição de privilegiar torcedores dos finalistas e cerca de 700 convidados do prefeito da cidade, Giancarlo Di Martino.

Por UOL Esporte às 12h58

Sobre o blog

A equipe de jornalistas do UOL Esporte seleciona as principais notas de bastidor, os fatos mais bizarros, as fotos mais curiosas e dá espaço para o internauta comentar sobre o noticiário de todos os esportes no país e no mundo.

Histórico

© 1996-2009 UOL - O melhor conteúdo. Todos os direitos reservados.