Blog da Redação

28/07/2007

O Haiti é aqui

O ministro do Esporte, Orlando Silva Jr., elogiou o esquema de segurança do Pan e disse que nenhum incidente violento aconteceu no Pan. Ele esqueceu do assalto ao remador norte-americano, do carro da comitiva de Lula que foi roubado e também do mais recente e simbólico crime durante os Jogos: um caminhão que transportava material esportivo, que seria doado do Comitê Olímpico Brasileiro para a delegação do Haiti, foi levado na noite de quinta, na Avenida Brasil. O veículo, que saira da Vila do Pan, na Barra da Tijuca, foi cercado por seis homens armados, que estavam separados em um carro e uma moto. A polícia invadiu a favela Terra Nostra para recuperar o material, afinal, motoristas e o caminhão foram liberados depois que os ladrões esvaziaram o veículo. Esse foi mais um episódio do Pan, e justamente em prejuízo para o Haiti, país mais pobre do continente e que está controlado por tropas da Nações Unidas com participação de soldados e oficiais brasileiros.

Por UOL Esporte às 21h28

Lantejoulas ao vivo

A narração ao vivo da final da patinação artística, que rendeu o ouro para Marcel Sturmer, na Rádio Gaúcha AM, transformou o radialista Sérgio Guimarães numa "celebridade instantânea" no Rio Grande do Sul. Durante quase quatro minutos, ele descreveu em estilo futebolístico os rodopios do patinador. "Evolui...abre os braços...sempre em círculo...com brilho...sem camisa...no estilo de sempre...estilo malandro...malandro da Lapa...gira, gira, gira."

Guimarães deu entrevista na Rede RBS relatando o feito e repetindo trechos de seu relato. Confira abaixo a narração radiofônica, acompanhada de trechos de vídeo amador da apresentação de ouro.

 

Por UOL Esporte às 08h23

27/07/2007

Silêncio e constrangimentos no hipismo

Torcer em uma competição de hipismo não é fácil. Um pouco antes dos cavaleiros entrarem na pista, o locutor do Complexo Esportivo de Deodoro pede para que os torcedores façam absoluto silêncio durante as exibições dos atletas. E quem não respeita a regra é repreendido por outros torcedores. Qualquer manifestação de surpresa, tristeza ou alegria é acompanhada por veementes pedidos de silêncio. Festa mesmo só quando os atletas completam o percurso. Na final por equipes, entretanto, nem todo mundo conseguiu pular todos os 13 obstáculos. Takashi van Bernebr, cavalo do salvadorenho Alfredo Hernandez, refugou em um dos obstáculos. Já Signature, do chileno Samuel Parot, literalmente passou por dentro do muro, dando trabalho para os organizadores montarem novamente o obstáculo (veja a foto). Pior fez Chassot, cavalo da dominicana Georgia Ieromazzo, que derrubou a amazona. Até mesmo o brasileiro Pedro Vennis, campeão por equipes, escapou por pouco de um constrangimento. Momentos antes da cerimônia de entrega de medalhas, já na entrada da pista, o seu cavalo, Un Blancs de Blanc, não se incomodou com os presentes e urinou bastante. Veniss afirmou que isso jamais aconteceria no meio do percurso ou na cerimônia de medalhas. "Na hora que os cavalos estão concentrados isso não acontece", disse.

Por UOL Esporte às 18h04

Minha problemática bilheteria

Arquibancadas vazias e pessoas do lado de fora querendo comprar ingressos, mas as bilheterias avisam que estão esgotados. Os voluntários e funcionários que tentam explicar a situação para uma TV venezuelana não dispensados pelo superior de plantão porque não deviam falar no assunto. Essa cena foi testemunhada na frente do parque aquático Maria Lenk nas provas de saltos ornamentais. As entradas deste Pan foram um dos calcanhares-de-aquiles do comitê organizador. Primeiro, atrasou e anulou várias licitações. Depois, escolheu uma empresa, a Ticketronics, que pertence a um sócio de Marcus Vinicius Freire, dirigente do COB e chefe da delegação brasileira. A venda por Internet teve diversos problemas. O ingresso inicial não tinha indicação de assento, o que feria o Estatuto do Torcedor. As filas nas bilheterias, principalmente no Maracanã e no Engenhão para o futebol, fizeram muitos torcedores só entrarem nos estádios no segundo tempo. Atrapalhou também as cotas políticas de ingressos (prefeitura, Estado e governo federal distribuíram bilhetes). Muitos foram parar na mão de cambistas. O Ministério Público quer multa para o Co-Rio pelos problemas para os torcedores. Já o ombudsman do evento disse que recebeu “apenas” 300 reclamações, só daqueles que descobriram sua existência. Todos essas queixas mostram que não se pode montar um Pan-Americano na base do improviso. O que falar da Olimpíada, pretensão para 2016.

Por UOL Esporte às 15h39

Trilha sonora "superfantástica"

A moda das festas com hits bregas e/ou infantis que tomou conta das pistas de São Paulo (a Trash 80's) e Rio de Janeiro (a Ploc 80's) nos últimos anos também atingiu os Jogos Pan-Americanos. Na final do torneio masculino de pólo aquático, pouco antes dos jogadores de Brasil e Estados Unidos entrarem na piscina do Parque Aquático Julio Delamare, o sistema de som fez a torcida dançar ao som de "Superfantástico", sucesso da banda Balão Mágico. Durante a partida, logo após o primeiro gol do Brasil, que perdia por 7 a 0, foi a vez de tocar "Eu tenho a força, sou invencível", refrão de "He-Man", do Trem da Alegria.

Por UOL Esporte às 10h41

Desculpem a vossa falha

Durante a transmissão da final do futebol feminino no Pan, com vitória das brasileiras sobre a seleção B dos EUA, o narrador Luciano do Valle, da TV Bandeirantes, soltou a seguinte pérola: "A marcação homem-a-homem do Brasil está fazendo efeito."

Por UOL Esporte às 08h59

Pan American Bullying

                                  

Pelo nível técnico baixo, os Jogos Pan-Americanos reservam sempre um espacinho para atletas acima do peso. No Pan de Santo Domingo-2003, por exemplo, fez sucesso a levantadora dominicana que, mesmo com a barriguinha, levou seu país a inédito ouro no vôlei. Desta vez, os gordinhos não foram tão bem: o handebol do Uruguai ficou em quarto lugar, com a ajuda do rechonchudo Orlando Buquet, que foi ovacionado pela torcida mesmo quando fez um gol sobre os brasileiros. Os torcedores cariocas, porém, souberam ser cruel com outros fofinhos. A rebatedora norte-americana Crysti Bustos foi chamada de "Free Willy", mesmo assim não esmoreceu e foi a principal responsável pelo placar de 5 a 0 sobre as brasileiras. Outro alvo foi o mexicano Erik Palacios, do pólo aquático. Com 115 quilos distribuídos em 1,82 m de altura, o mexicano chamou a atenção pelos pneuzinhos sobrando sobre a sunga. Logo foi apelidado de "Nhonho", personagem do seriado Chaves. Mas outros gordinhos estiveram no Pan despercebidos, como um levantador do vôlei de Porto Rico e uma jogadora de boliche dos EUA. Tudo porque não encararam de frente os brasileiros. Caso contrário, já teriam ganho um apelido vindo das arquibancadas.

Por UOL Esporte às 08h49

26/07/2007

Puritanismo à brasileira

       

A Vila do Pan virou uma seara para os jornais sensacionalistas do Rio. A chamada acima à direita é do tablóide "Expresso", vendido a R$ 0,50 e muito lido nos trens da Central do Brasil. Qualquer comportamento diferente das delegações estrangeiras rende um título bizarro para essas publlicacões. Assim, jamaicanas e norte-americanas já foram rotuladas como as mais assanhadas do esporte, por fazerem danças sensuais na boate do alojamento dos atletas pan-americanos. Por outro lado, os uruguaios acabaram classificados como os beberrões dos Jogos por comprarem cerveja após a eliminação do handebol. Aliás, o local de venda, uma loja de conveniência em frente à Vila foi fechado por fiscais alegando que é proibida a venda de bebida alcoólica em postos de gasolina - prática comum na cidade.

O Senasp (Secretária Nacional de Segurança Pública) disponibilizou os objetos que foram proibidos de entrar na Vila do Pan junto com os atletas. Além de tesouras e canivetes, muita garrafa de uísque foi barrada, principalmente dos mexicanos e canadenses. Um prato cheio para os tablóides. Em tempo: a manchete do "Expresso" desta quinta 26 de julho, acima das chamadas estampadas na foto acima, é "Égua loira vai ver da cadeira a rival controlar a fortuna da mega-sena". E parabéns para o Obina por seu retorno.

Por UOL Esporte às 10h48

A propriedade imaterial do mascote

O cartunista Carlos Latuff foi intimado pela delegada Valéria de Aragão Sádio, da Delegacia de Repressão aos Crimes Contra Propriedade Imaterial, "a fim de prestar esclarecimentos referente ao procedimento em epígrafe". Latuff está sendo intimado por usar sua habilidade para denunciar os excessos de violência do Estado em nome da segurança dos Jogos Pan-Americanos. Ele foi o autor do desenho do mascote Cauê segurando um fuzil ao lado do caveirão (nome popular do blindado da polícia usado para invadir favelas), imagem esta que é reproduzida em camisetas vendidas por R$ 10 uma ONG carioca - 50 camisetas foram apreendidas pela polícia na sede da entidade e dois integrantes foram parar na delegacia. 

Por UOL Esporte às 09h44

O esporte que faltava no Pan

                     

Pesca esportiva está entre as dez modalidades do Pan que o Riocentro abriga nestes dias? Não, mas a prática acontece simultânea às eliminatórias de luta, tênis de mesa, futsal e boxe. Apesar da placa indicando a proibição e a ameaça de prisão, os vizinhos do bairro de Curicica aproveitam as águas calmas do complexo esportivo para fisgar tilápias e tainhas no local. Bom, a pescaria não é nada esportiva. É mesmo para descolar um peixe para o almoço e o jantar, alimentação mais saudável que a encontrada na lanchonete fast-food que tem a exclusividade dentro do Riocentro. Os torcedores só tem o Bob´s para se alimentar, a não ser que entrem no local com uma liminar (outra vez conseguida) para poder portar bolachas e biscoito nas arquibancadas.

Por UOL Esporte às 09h26

25/07/2007

Concentração total?

A patrocinadora do jogador de vôlei Giba anuncia para hoje, às 20h no Barrashopping, uma sessão de autógrafos com o atleta. Antes, às 15h30, ele estará em quadra na partida contra o México, que fecha a primeira fase da competição do Pan. Quinta-feira é folga geral do torneio.

Por UOL Esporte às 12h04

O sucesso é tão efêmero

Primeiro foi a ciclista Clemilda Fernandes, que viu um parente seu derrubar e rachar sua medalha de bronze no Pan. A borda de acrílico que contorna o metal se mostrou muito frágil para a empolgação dos medalhados e familiares. Os judocas Danielle Zangrando e o Tiago Camilo também quebraram suas presilhas douradas e querem outras do comitê organizador para substituir a avariada. O judô brasileiro, aliás, foi responsável pelos testes de durabilidade dos artefatos do Pan: vários judocas também quebraram o estrado da cama na Vila do Pan. Feitos de pinho, eles não resistiram aos corpos atléticos, que tiveram de improvisar dormindo com o colchão no chão.

Por UOL Esporte às 08h43

Depois da maria-chuteira, surge a maria-cloro

Thiago Pereira está aproveitando bem sua fama após os oito pódios no Pan. Primeiro, caiu na night de Ipanema e trocou beijinhos com uma modelo conhecida por estar no circuito de namoradas de artista e jogador de futebol. Depois, cantou com voz e violão para uma TV as músicas de sua banda predileta, Guns´N´Roses. São as glórias da superexposição.

Por UOL Esporte às 08h34

O prefeito César Vaia

                           

Agora já se sabe porque esse Pan ficará marcado pelas vaias, que começaram mirando Lula, acertaram norte-americanos, cubanos, argentinos e sobraram também para o técnico de vôlei Bernardinho e seu filho Bruninho. O prefeito carioca, César Maia, disponibilizou por Internet a venda de camisetas que reproduzem o mascote do Pan com a seguinte frase: "Eu vaiei o Lula no Pan", por módicos R$ 19,90. Quem duvidou que os apupos ao presidente na cerimônia de abertura dos Jogos foram orquestrados pelo inimigo político agora tem certeza - os simpatizantes de Maia também vaiaram as delegações da Venezuela e Bolívia, países que se envolveram em polêmica com a indústria petroleira brasileira, cujo epicentro é o Rio. A vaia generalizada nos Jogos, porém, deixou uma imagem ruim para o país que quer sediar a Olimpíada. Atletas estrangeiros e nacionais ficaram constrangidos com a atitude dos torcedores.

O curioso da venda das camisetas pelo prefeito é que seus fiscais estão apreendendo dos ambulantes camisetas piratas que usam símbolos do Pan, mas César Maia pode piratear a imagem licenciada de Cauê. A polícia carioca também invadiu uma ONG e prendeu dois integrantes dela que vendiam a R$ 10 camisetas com o mascote segurando um fuzil com os dizeres "Jogos Pan-Americanos, sol e lucro para os ricos, violência para os pobres". Dois pesos, duas medidas.

Por UOL Esporte às 07h20

24/07/2007

Lembranças de Havana - e do Beijoqueiro

A aposentadoria de Janeth das quadras reuniu duas personalidades bastante distintas. Ainda na quadra, após a cerimônia de apresentação, ela foi cumprimentada pelo filho do líder cubano Fidel Castro, Antonio Carlos Castro Del Soto Valle. Desde o Pan de Winnipeg-1999, ele é o ortopedista da seleção de beisebol do país caribenho. Também apóia o time feminino de basquete, que ficou com o bronze no Rio.

“Ele se aproximou de mim [na cerimônia de premiação] e disse ‘parabéns pela brilhante carreira’”, afirmou a jogadora. “Foi um momento que me ajudou a reviver o Pan de Havana-1991.”

 

Nos Jogos na capital cubana, Janeth, ainda coadjuvante de Paula e Hortência, ganhou a medalha de ouro, derrotando time local na decisão. Fidel ficou encantado com as brasileiras.

 

Depois, no meio da coletiva de imprensa, a agora ex-jogadora foi abordada pelo folclórico José Alves de Moura, o Beijoqueiro. Ele furou o esquema de segurança da Arena Multiuso, entregou um ramalhete de flores a Janeth e a beijou.

 

Janeth é agora mais uma celebridade na longa lista de ‘ataques’ do Beijoqueiro: Frank Sinatra, Zico, Figueiredo, Roberto Carlos, o papa João Paulo II, Nelson Mandela e Marta Suplicy foram outros.

Por UOL Esporte às 20h05

O famoso quem - parte 2

Na série de erros do Guia para a imprensa distribuído pelo Co-Rio no Pan, Ivan Silva, que atualmente tenta uma medalha no decatlo masculino no estadio João Havelange, também não escapou da gafe. O atleta paulista, de 25 anos, também teve sua foto trocada, assim como o nadador Thiago Pereira. Para ver o perfil com a foto de verdade de Ivan, clique aqui.

Por UOL Esporte às 14h39

O famoso quem

Todo mundo concorda que esse Pan é do nadador Thiago Pereira. Mas quem recorrer ao Media Guide distribuído à imprensa pelo Comitê Organizador dos Jogos (Co-Rio) pode ficar um pouco confuso. Como é possível perceber na foto tirada da página do perfil do nadador, a foto de Thiago está errada. A pergunta é: quem é essa pessoa?

Para conferir o perfil de Thiago Pereira, tire as dúvidas aqui.

Por UOL Esporte às 14h06

Debandada de voluntários

Desde o início do Pan-Americano mais de 2.000 voluntários já abandonaram suas tarefas nos Jogos. A reclamação geral é em relação a alimentação oferecida - lanche frio e bebida quente. A organização do Pan diz que a deserção - em torno de 15% do efetivo total - está dentro do previsto.

Por UOL Esporte às 13h54

Cartola rival não quer Corinthians como bingo

A situação financeira do Corinthians virou motivo de piada no rival São Paulo. O superintendente de futebol do Tricolor, Marco Aurélio Cunha, disse, em entrevista à rádio Jovem Pan, que não quer que o Timão feche.

“Eu só espero que o Corinthians não feche como os bingos, com aqueles tijolos na porta”, ironizou o cartola. “Fico muito triste pela situação, porque é um rival importante, não quero que o time vá para a segunda divisão”.

Marco Aurélio até sugeriu uma campanha de arrecadação para ajudar o rival alvinegro. “Eu acho que o torcedor deveria ajudar o clube. Aqueles que amam de verdade poderiam contribuir com dez reais. Eu ajudaria com 50. Se quiserem começo essa campanha amanhã mesmo”.

Por UOL Esporte às 12h37

Turistas da organização

          

A chuva e o vento apagaram a pira no Maracanã e adiaram o softbol, tênis e o iatismo. Pelo menos, nesse caso o comitê organizador tem quem culpar. As principais reclamações dos torcedores foram quanto aos problemas com ingressos, alimentação e sinalização nos locais de competição, segundo levantamento da Faperj (Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado do Rio de Janeiro) - a segurança, que parecia o mais preocupante no início, foi elogiada. No item alimentação, a cadeia Bob´s responsabilizou o Co-Rio por seus problemas de logística, como dificuldade de entrada de seus funcionários e equipamentos nos ginásios e estádios. Já os atletas se queixaram da estrutura de algumas instalações. A lista é longa: o futsal reclamou da quadra emborrachada (o piso ideal é madeira), o boxe não gostou da dimensão do ringue estreito, isso sem falar do descaso na Cidade do Rock, com sucessivos atrasos no beisebol e softbol. A novidade no improviso aconteceu no atletismo, com voluntários tendo de ficar sentados, segurando o bloco de partida dos corredores, porque o artefato não estava firme (veja foto acima) na pista do estádio João Havelange, no Engenho de Dentro. E o presidente do COB e do Co-Rio, Carlos Arthur Nuzman, afirma que as falhas do Pan estão ensinando como organizador uma Olimpíada.     

Por UOL Esporte às 12h18

Oficialmente a pira não apagou

                                 

A pira pan-americana amanheceu aparentemente apagada nesta terça-feira. O CO-RIO divulgou nota oficial que afirma que a pira esteve desde esta madrugada até o meio-dia de hoje em manutenção e testes visando à Cerimônia de Encerramento. Neste período, conforme previsto para manutenção e limpeza, a chama se manteve em nível mínimo. O CO-RIO diz que a chama possui três níves de exposição: manutenção (mínimo), competição (médio) e cerimônia (alto).

Por UOL Esporte às 11h07

Esse Pan e seus nomes curiosos

Como não podia faltar em grandes eventos esportivos, entre os nomes dos mais 5.000 atletas presentes no Pan, muitos depõem contra seus donos. O mexicano Juan Veloz tem um nome apropriado para um velocista das piscinas, mas o mesmo não podemos dizer de Yoel Vicioso (atletismo da República Dominicana), Yessenia Bastardo (pólo da Venezuela), Christina Loukas (saltos dos EUA), Anjuli Ladron (futebol do México) e Reymer Vezga (natação da Venezuela). Outro nome que não ajuda é do equatoriano Becquer Barriga, ainda mais que ele compete no boliche, esporte tido como de pessoas sedentárias. Também William Urina não é um bom nome para um boxeador colombiano. Nem fica bem para um maratonista se chamar Pamenos Ballantyne, como o representante das Ilhas Virgens Norte-Americanas. Além dos uruguaios Emilio Taboada (basquete) e Luis Siri (pentatlo), as denominações curiosas contam com as irmãs internéticas Audrey e Jennifer Orcutt, norte-americanas da patinação, e a animalesca Emma Baratta, esgrimista dos EUA.

Por UOL Esporte às 08h33

23/07/2007

Charutos, cestas e cotoveladas

 

Brasileiras e cubanas sustentam, sim, uma rivalidade no basquete feminino. Mas essa rixa na modalidade está bem longe de deixar Márcia Fu ou mesmo os judocas brasileiros ouriçados.

 

“São jogadoras conhecidas. Jogamos sem parar contra elas há uns cinco anos, em torneios e amistosos. Então das últimas vezes que vieram para cá, elas traziam charutos para a gente e também trançavam nosso cabelo”, afirmou a pivô Kelly, destaque do triunfo brasileiro na semifinal, com 17 pontos e 14 rebotes.

 

Mas é claro que nem tudo são tranças na relação entre as duas equipes. Nesta segunda, apesar do baixo público na Arena Multiuso, o jogo foi quente na disputa por rebotes e cestas no garrafão.

 

“Elas não estavam no melhor dia, mas eu levei porrada, sim. Foi um jogo fisicamente muito forte”, disse a brasileira, de 1,92 m e 93 kg. Já Micaela assegurou que não “apanhou de ninguém” e insinuou que foi o contrário que ocorreu. “Não sei se elas estão chateadas com o Fidel, mas nós não demos moral para elas.”

 

Ao final da partida, as brasileiras se reuniram no centro de quadra e festejaram abraçadas. “A gente comemorou muito porque não esperava ganhar com essa vantagem (79 a 60)”, completou a pivô.

Por UOL Esporte às 18h17

Arquibancada poliesportiva

         

O vôlei de praia ganhou espectadores das mais diversas modalidades, como o ex-árbitro de futebol Arnaldo César Coelho e o ex-cestinha Oscar Schmidt. Aliás, o ex-jogador e agora comentarista de basquete está em todas e é sério candidato a "celebridade arroz-de-festa" destes Jogos Pan-Americanos, prêmio que ficou em Santo Domingo-2003 para o ex-ministro do Esporte, Agnello Queiroz.  

Por UOL Esporte às 13h01

Entre as cordas

                  

Os boxeadores que disputam o Pan estão se queixando do ringue estreito montado pela organização no Riocentro. Nas competições internacionais, é obrigatório que cada lado tenha, pelo menos, seis metros, enquanto o palco das lutas pan-americanas tem cordas menores que quatro metros. Ou seja, os boxeadores têm pouco espaço para se movimentarem, o que prejudica os mais técnicos. Outra coisa fora de proporção entre os pugilistas são seus cabelos, é só ver as imagens acima dos brasileiros James Dean Pereira e Paulo Carvalho. Isso, contudo, não é um problema do Co-Rio, o comitê organizador dos Jogos.

Por UOL Esporte às 11h18

A casa caiu na Cidade do Rock

O cenário parece de tufão nos EUA, mas bastou uma ventania de madrugada para transformar em destroços a estrutura em torno do estádio de beisebol e softbol do Pan, montado na Cidade do Rock. O ambulatório local foi totalmente revirado, a tenda de entrada dos espectadores tombou e muito alumínio, lona e madeira estava lançado à lama que domina o lugar. Com isso, uma rodada do softbol foi adiada, incluindo o jogo de estréia do Brasil contra as favoritíssimas dos EUA. Programado para terminar no sábado, o torneio feminino ameaça acabar só após a cerimônia de encerramento se acontecerem novos atrasos - o que seria novo vexame da organização do Pan.

Na semana passada, durante a disputa do beisebol, houve três atrasos - um devido à falta de luz artificial por lá e outros dois porque chuvas leves alagaram os campos sem nenhuma drenagem. Resultado: México e Nicaraguá dividiram o bronze porque não houve tempo de disputá-lo e quase acontece o mesmo na finalíssima, porque os norte-americanos tinham passagem marcada para a mesma sexta-feira em que perderam o ouro para Cuba. Com estrutura bem desmontável, a Cidade do Rock foi um festival de pegadinhas para o torcedor, a imprensa e as delegações. O campo virou lamaçal, um perigo para contusões de atletas profissionais. Além dos problemas de ingressos com os adiamentos, o público não tinha rede proteção para as boladas, que foram várias. A imprensa não tinha cobertura para seus computadores. E o barro para todo lado lembrava que o local de competição foi construído sobre um antigo brejo.

 (Fotos: Flávio Florido/UOL)

Por UOL Esporte às 09h10

22/07/2007

Confusão nas finais do judô


Fotos: Flávio Florido/UOL

O tempo fechou no Rio Centro depois da final da categoria até 52 kg do judô. Após Érika Miranda ser derrotada na final pela cubana Sheila Espinosa, numa decisão polêmica, alguns torcedores jogaram objetos sobre o juiz dominicano Juan Challas. Na área da família Odepa, a delegação cubana se revoltou com a agressão ao árbitro e começou a confusão.  O ex-judoca Aurélio Miguel, que é comentarista de um canal de TV, tentou separar a briga e, segundo o próprio, foi agredido pelos cubanos. Entre os presentes na confusão estavam o tricampeão olímpico Teófilo Stevenson, já de cabelos brancos, mas ainda com porte intimidador. A partir de daí a confusão ficou generalizada e a Guarda Nacional teve que entrar em cena. Aurélio Miguel afirmou que "eles (os cubanos) estão loucos. Um deles pulou aqui e eu joguei ele pra baixo. Eles estão loucos".

Por UOL Esporte às 15h12

A criançada do tênis de mesa

Em 1995, quando Hugo Hoyama começava a disputar os Jogos de Mar Del Plata, seu terceiro Pan até então, Axel Gavilán ainda não tinha um ano de idade. Hoje, 22 de julho, os dois estão estreando nos Jogos do Rio de Janeiro. Mas ai de quem disser que o garoto entra na disputa como “café-com-leite”. Sem ainda ter completado 13 anos, Axel é uma das promessas do tênis de mesa paraguaio. No mês passado, foi um dos destaques do país no Campeonato Sul-Americano Junior disputado no Equador. Venceu a prova por duplas masculinas ao lado de Marcelo Aguirre, de 14 anos, que também está no Pan do Rio. E ainda é a cara do ator mirim Davi Lucas, que interpretava o filho do personagem de Luis Fernando Guimarães no seriado da TV Globo Minha Nada Mole Vida.  Sorte deles que que Juan Meres também está na seleção paraguaia mesa-tenista. Do alto de seus 20 anos, é o tio da equipe.

Por UOL Esporte às 14h01

Pandemonium no Maraca

    

Além da eliminação do futebol nacional masculino do Pan, os mais 60 mil torcedores que foram ao Maracanã enfrentaram uma verdadeira via-crucis para entrar no Maracanã. Com problemas no sistema de troca de ingressos, muitos só conseguiram ver o segundo tempo. Nem puderam desfrutar dos dez minutos que o Brasil ficou na frente no placar na primeira parte. Pelo menos, não faltou distração do lado de fora. Teve protesto dos funcionários da UERJ e muita distribuição de panfletos evangélicos - até de uma improvável seita chamada "Jews For Jesus" ("Judeus Por Jesus"). O estádio só não ficou lotado também porque era impossível ficar na área próxima à pira olímpica. Além de estar na parte ensolarada das arquibancadas, a temperatura que o artefato solta é muito alta. Para que alguma bola não virasse um cometa ao bater por lá, foi colocada uma rede de proteção em torno dela (o que irritou a firma australiana FCT Flames, responsável pela objetivo simbólico). Mas no final, assim como a pira, o Equador também foi às redes e tudo acabou em vaia, com o torcedor irritado por a organização e o futebol da equipe sub-17 do Brasil.

Por UOL Esporte às 07h48

Protegendo a cria

 

Em coletiva, o técnico da seleção masculina de vôlei, Bernardinho, virou uma fera depois que jornalistas da emissora de TV Espn entrevistaram seu filho, o levantador Bruninho, que foi convocado com o corte de Ricardinho. A TV perguntou se o jogador seria beneficiado por ser filho de Bernardinho, o que tirou o treinador do sério.

"Se quiser fazer maldade, faz comigo, e não com o meu filho! Se for pra fazer maldade, faz comigo, não com o menino!", exasperou Bernardinho, com o dedo em riste.

Por UOL Esporte às 01h16

Sobre o blog

A equipe de jornalistas do UOL Esporte seleciona as principais notas de bastidor, os fatos mais bizarros, as fotos mais curiosas e dá espaço para o internauta comentar sobre o noticiário de todos os esportes no país e no mundo.

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